24.6.13
25.5.13
Silva
Seu moletom não é você é este azul que me fez ver os teus olhos combinando com o mar. Não quis o frio de só te ver, agasalho é ter você, luz dos olhos, logo pude notar.
17.5.13
Ser si só
Interessante poder ser. Eu posso ser tanta coisa que as vezes penso que sou nada. Agora não gosto muito do que sou, mas amanhã posso gostar. E esse é um ponto de poder ser, eu posso ser tantas coisas, porém não posso deixar de ser parte do que fui.
12.5.13
Track 01
Irei encontrar variadas misturas de sons, alguns agradáveis, ou misteriosos, ou harmônicos, ou eletrizantes, ou suaves, ou progressivos, ou psicodélicos, mas, no fim, o que minhas ideias consistem em acreditar é que pode haver mil discos mas, no final das contas, o meu predileto sempre será o que soa como você.
4.5.13
Alusão a mente
Ironia. A vida metaforiza o desdém da cara feia. Estou doente de tentar e, aliás, estou doente. Minha doença é o mundo e não há cura para o consumo mental crônico que se estende.
3.5.13
Romeu, o fogo e Julieta
Nos colocamos no fogo em noites chuvosas onde a água não apaga o fogo que dilacera. Falamos o que não devia ser dito por ninguém, pega fogo o pito do cigarro. Mais um, mais uma prosa hostil. O amor é um laço que profetiza um fogo em conjunto, não pode me deixar em chamas sem se queimar também. Me queima, me dilacera, me destrói, mas no fim, a água que me apaga é a mesma que te apaga. Tu se apagas em mim e eu me apago em ti. Se Julieta fosse água, Romeu se afogaria. Se Julieta fosse fogo, Romeu se acabaria em chamas. Julieta foi veneno, e assim foi Romeu.
20.3.13
Entardece
Meus olhos vêem diferente. Hoje te vi no céu. Aliás, hoje o contemplei por mais tempo que o de costume, não por tolice, mas por familiaridade. Gosto de olhar para o céu e me sentir em casa. Gosto de fechar os olhos e sentir a última luz alaranjada do dia preenchendo minhas pálpebras com uma energia equilibrada com a que vem de mim. Gosto de ser leve, emitir leve, receber leve.
Todo por do sol é um olhar, cada dia uma essência se estende pelo infinito esculpindo a beleza que se emite de dentro para fora. Teus olhos guardam tudo que teu corpo disfarça, definem com clareza as linhas e entrelinhas do teu fundo coração que, como o meu, insiste em fingir que não quer emitir nada, guarda batidas. No fundo do teu céu mistura-se todas as cores em linhas longas e expressivas, movimentam-se nuvens com rapidez porém sutileza, prende meus olhos. Prendo meus olhos nos teus, minhas curvas nas tuas, calo-me para ouvir o sussurro abafado que deixas no meu ouvido e ali fica por dias, semanas, meses. Tento segurar canções, vozes, ruas, mas quem sempre fica é teu olhar no meu, tua respiração na minha pele, teu sorriso torto rindo do meu.
Todos os dias prendo os olhos no céu, hoje o céu prendeu meus olhos. Teus olhos compuseram o azul alaranjado mais belo que os que geralmente se manifestam.
Olha-me. Prende-me
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