Ela pensava. Nunca tivera grandes e profundos momentos de pensamento. Palavras amargas e confusas preenchiam sua cabeça durante seus imediatos cálculos, esses que mediam quanto o tempo demorava pra passar, quanto tempo se precisa para se acabar com um certo obstáculo. Era muito.
Tempo perdido em luxúrias que poderia ser gasto com o que realmente valia a pena, e está longe. A garota revoltada pensava no obstáculo como um vilão, amargo e cruel.
Em meados de dezembro outro obstáculo, este esperado, aparece. Na verdade era apenas mais um problema gerado pelo obstáculo maior, a distância.
Sem perceber, a menina chorava, sabia que a tal distância não seria algo que acabaria com o que parecia a melhor coisa que ela tinha no momento, chorava porque sabia que a distância era real. Um real que a machucava.
A única solução que tinha era esperar sem saber o que aconteceria, e ainda assim, doía.
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