1.12.12

Querer, ser, sentir

  É o mesmo sábado de algum tempo atrás em que, estando aqui ou não, me pego escrevendo sobre a mesma alma. Você me apanha e me reserva, me adota, me cuida e parece que me joga. O mesmo jogo de velhos truques, de mesmos jogadores. Não cansa, está em evidência. 
  Inconscientemente em mais um sábado me pego pensando sobre a mesma possível falha. O que falta? Nosso jogo sempre trava, vezes continua. Apenas as vezes não me contenta. Sabemos ser simétricos e é fácil sermos assim. Não me cansa esperar, não me cansa pensar desde que a simetria esteja estabelecida. 
  Hoje, infelizemente, é mais um sábado onde não sei te reiventar. 
  Ontem, estranhamente, não sabia te conhecer.
  Amanhã, felizmente, é um novo dia.
  Ande, mas volte. Cresça, mas continue. Nunca me agradará ser um calendário do ano passado. 
  Sob o céu hoje bastante pesado de dúvidas, tentativas e blues tento fazer o que já me pedira: voe alto e longe, voe perto e baixo. Nunca vou me entender, mas nada é certo ao certo. Verdes (ou azuis), possa crer em voar... Não há nada mais a querer, apenas se te ter e te amar. 

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