27.12.12

we'll be old

  Afunda-se em pequenas grandes horas num abismo fino e longo, tênue. Passam e morrem, a cada segundo. Morrendo feliz, tentando não morrer. Muito morre, mas existe o bastante para continuar morrendo da mesma forma a cada segundo. 
  Os segundos morrem, a alma renasce, recria. Viaja mas nunca o suficiente. Quando será o suficiente? O quão velhas se tornarão as almas, algumas desacreditadas em existir, mas mais reluzentes ao meio das outras, em perfeita sincronia? 

  Tornaremo-nos velhos sem nunca cansar, talvez da vida, talvez do mundo, talvez de nós. 
  Brilham olhos cansados mas sempre a busca de mais. Sempre acha. Acha, gosta, interpreta, cria, recria, voa, sorri, chora, fala sem muito dizer. Vivem, encantam. Amo-te.
  

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