16.3.14

Recessividade

Maria Eduarda tinha um jeito estranho. Alguns diziam que era doente mental mas, para mim, ela é doente de amor. É criança e não entende como a vida funciona. É quase adulta mas acredita nas pessoas. Tem amor, puro amor e nada mais que sincero amor pelas por quem conhece. Maria Eduarda mal enxerga que muitas vezes lhe fingem o amor, lhe respondem diversas vezes suas repetitivas perguntas com a mesma mentira. Mas Maria Eduarda não guarda rancor. Maria Eduarda olha no fundo dos olhos rancorosos do mundo e diz: eu te amo. Acho que Maria Eduarda não é doente. Doente é todo o resto que a cerca.
 

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