3.4.16
Ponto? Ponto e vírgula.
Batemos. Pela janela que escorre o sangue também entra a luz. Chuva e sol são a vida e a morte de mãos dadas desenhando no céu uma pequenina porém forte lição: plenitude. Não temos espaço para tanta relatividade, tanto medo, tanta prisão. O tempo grande pode querer ser escasso em frações de sua existência. A vida é vasta, e assim é meu coração, dilatado pelo tempo que o aperta e diz: vive! Vive que não há tempo para relutar tanto sobre a felicidade. Expande a luz forte da alma que carregas, espalha esse amor gigante que é a síntese da tua existência. Batemos, e agora meu coração bate mais. Vê as mil cores do dia cinza. Bate com tanta ânsia pela vida que chega a doer. Chorou na tua ausência e aprendeu, ao bater, que o tempo contigo é ouro tão valioso. Ouro dos teus olhos, da luz dos teus olhos que parece mais forte agora. Que dança louca é a luz dos teus olhos nos meus, fundindo-se numa ondulatória colorida que desenha um céu tão lindo, o qual faz lembrar a liquidez que é viver. Mas é lindo o líquido. Escorre o sangue, evapora para o céu e chove em forma de renovação. Recomeço. Batemos para viver. Pego tua mão e seguimos colorindo.
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