27.7.16
Não é concretismo
Eu, mulher de poesia, não sou só palavras. Hoje o palpável me foge ao toque e faz falta. Não me sinto a encantadora mulher que sou. Será que sou? As palavras não têm sido convincentes. Porque eu preciso ver a poesia se entrelaçando às minhas curvas. Eu não a vejo mais. Porque eu preciso ver a melodia rítmica harmonizando às feições da minha face. Eu não a vejo mais. Não me sinto um grande livro, hoje me sinto uma anotação. Faltam palavras e talvez não existam palavras para me fazer sentir uma grande e concreta mulher. Sinto-me sublimar. Preciso do real pra ser completa. É com essa música que sinto meu corpo dançar e ser um mundo inteiro de novo. Mas ela parou de tocar, e eu não sei como se dança no escuro. Minha poesia não sobrevive ao inteligível, mas só no inter-eu-e-você
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