2.11.16
A hora do medo
Aprendi em certas páginas sobre a hora do medo. É dessa que eu tenho medo. Mas a minha me encurrala na parede e me conta quando estou perdida e não me diz pra onde ir. Ela me desperta toda simpatia da luta e da fuga, mas eu só fujo. Porque na hora do medo o ponteiro pesa e estagna, eu fujo da hora mas ela nunca acaba de passar. Na hora do medo eu não sei quem eu sou, eu não sei pra onde ir e eu não sei ver cor nenhuma. Eu corro e só encontro o problema. E corro, e a hora me pega, e corro, e a hora não passa, e corro, e a hora me prende de novo no mesmo canto escuro. Na próxima esquina tem luz, mas a hora eclipsa ela. A hora do medo não me deixa ir pra frente. Eu olho e penso e formulo, mas o ponteiro despenca em mim. Quando eu não sei por onde ir, é dessa hora que tenho medo. Mas olha! Lá está a luz. Longe, na próxima esquina. Badala a hora do medo. Caminho, caio, e dói, e eu choro. Badala a hora do medo. Eu tropeço, eu consigo ver a luz. Badala a hora do medo. Eu ando, eu quase não fujo mais. Badala a hora do medo. Eu ando, eu corro, eu vejo tuas curvas na luz. Badala a hora do medo. Estou chegando na luz, já te vejo sorrindo. Badala a hora do medo. Eu entro, te abraço e quase não acredito. Entrou a nova hora, com uma nova era que grita pra mim: chegaste! Dança, ama, sorri! Para cada hora do medo, 23 para viver de novo. E nos reinvento com um beijo.
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