1.9.12

If you can't save it leave it dying on the road

  Silêncio e quase nada mais foi o que preencheu esse tempo. Quase. Entendo-te tão perfeitamente mas não te conheço. Umas palavras, alguns acordes, algo novo para te conhecer novamente. Te reconhecer, te reiventar, mutar e voltar ao princípio, ao que eu conheço. Te reconstruo todo dia e reconstruo sem lembrar nem do que eu sou. As vezes eu acho que sou você, mas não te conheço. Hoje te relembrei um pouco e o jardim começou a crescer de novo. Com sua tamanha leveza e claridade, trouxe novamente as mesmas velhas e bonitas borboletas que gostam de fazer aquela curiosa sensação na minha cabeça parcialmente vaga... sabe, as borboletas bobas que culpam o lugar errado de sua sensação.
  É meio inexplicável, juntos todo e qualquer chakra se alinha, qualquer prisma faz um arco-íris. Hoje te reiventei um pouco, me reiventei e entrelacei nossas ideias. Elas se encaixam e elas são iguais, tão iguais que chega a ser estranho, como você, pois eu também não te conheço. Não conheço e tanto te conheço, esqueço de quase tudo menos do teu olhar louco e linear que tenta me convencer a cada segundo que o céu pode não ser azul como o mar, como teus risonhos olhos.
  Estamos nos descobrindo ou nos redescobrindo? Crescemos ou apenas nos conhecemos? Porque não te apago já que não te conheço? Já que não te salvo e deveria te deixar a sós com a solidão? Sim, só nós podemos nos reiventar, apenas nós podemos ser a luz e o prisma.

16.6.12

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   Dá medo pensar nisso ou apenas dá medo de pensar. Quando mais penso mais medo tenho e quanto mais medo tenho mais penso. Quanto mais penso mais sei que não sei quase de nada e que achamos que sabemos demais. Se deseja que tudo seja rápido, não se dá mais o tempo que se precisa para pensar o suficiente a ponto de não saber mais nada e, então, de repende tudo: todas as respostas.
   Correr demais para conquistar o objetivo logo, esqueço dos cuidados: não corra, não morra. Mas é tão eu, quase tão meu, nada de você. Sai, se retira, tua presença só estressa o que é harmônico demais pra influências ruins. Saia ou fugiremos, como se já não fosse o suficiente. Deixe só o essencial e o suplementar, retire.

4.6.12

eu vou cuidar do seu jardim

  Um lugar qualquer em um dia qualquer ainda será o marco do que chamaremos de tudo. Um jardim no outono, um balanço e uma leve brisa. Solidão a dois, silêncio a dois ou, melhor, melodias para dois... seja dois anos, seja duas décadas, dois séculos ou dois dias, com dois milhões de espectadores ou só nós dois... só Deus assistindo o designado doce destino que armou.
  Estou voando, você também está? As vezes dura bastante, as vezes apenas um toque suave e, dentre tantas vezes, nunca o suficiente. Alguns pronomes possessivos, mais um longo tempo e um pouco de mim e de você, da passagem de alguns problemas e um prazo longo e prazeroso de felicidade. Sim, não necessitamos de quase nada que não estava aqui antes de nós, talvez apenas um violão e um óculos velho e destruído. Além disso? nada. Uma praia, um pôr do sol, uma canção e um jeito novo para gostar de todas as coisas da vida, desde mim até você. No fim, quando estivermos alcançando o horizonte, olharemos pra trás e daremos risadas com um toque sutil de pena do castelo de ilusões construído por um grupo de cegos, os chamaremos de cegos do castelo. Corra comigo pois o mar nos espera, um violão, uma canção, estamos apenas nós longe da escuridão.

11.5.12

blue

Pequenos mundos dentro de alguns um pouco maiores, cheio de muitos outros pra formar apenas mais um de muitos, ainda poucos. Cresce e colore, todo azul, todo cheio de mim, das velhas músicas, dos novos significados, de mim e você, de você e de mim, nós, um todo azul. Como o céu, como o mar, como a imensidão e como o que só um haverá de entender. Estranho gostar tanto do céu, do mar, do sorriso, da noite, do mundo e do velho all star azul.

14.2.12

be

Ria, chore. Cante e grite tanto para ti como para o mundo. Expressão, sinceridade. Não há nada que não possa aprender e ensinar, nunca saberás demais. Serás eterno viajante entre linhas e sons. Viva, é isso que eles querem. Deus, energias, cosmos. Seja o que for, mas seja.
"Tudo que o que já foi, tudo o que é e tudo que será". És tudo, és nada. Seja o que teu tamanho não te permite ser.

11.2.12

all the same

Vai, leva tempo a reaparecer mas não o deixa virar nunca. Volta, as mesmas promessas velhas, esboçadas em um velho livro que conhecemos a tempo demais. Quem dera usufruir do tal prometido bom senso. Não, estamos designados ao exagero. Passava-se o medo de mão em mão. Não é meu, é de sua responsabilidade. Dizia acabar em falsos adeus, em esquecimentos de promessas. Sabíamos que ainda era cedo, afinal, se sabemos de algo é que nunca negamos um velho livro junto de uma boa música... E então, as promessas.

5.1.12

so?

Então, novamente aqui, desta vez com outras cores. 3, 4, 6. Não, apostarei em nada. Sinta a brisa, de onde vem? Vem de onde viemos? De onde mesmo? Não, não sei.
 Mas então, tudo se resume em mim? Tudo? Só um pequeno pedacinho? Quase nada? Aquele quadro na parede vazia também é tudo? Que tal você, que puxa meus cabelos e meus pensamentos?
 Mas o que é então, se já é grande e continua insignificante? Um universo inteiro? Eu? Você? Ninguém? Então, não sabemos?
 O que faz aqui? O que quer comigo? O que somos? Existe mais de nós? Existe mais tudo isso? Quanto? Não, não sei. Nada sei, sei que sei. Mas continuo em nada.
 Enfim, sabemos tudo? Tudo está contido em nossos livros, nossas teorias e nossas palavras? Não? Então porque ainda se importa com eles?