17.6.14
Horas perigosas
O problema não é quando corre, o problema não é quando fala. O problema não é quando escuta, o problema não é quando escreve. O problema é quando responde, quando imagina. O problema é quando pensa. O problema não é quando muito, mas sim quando pensa sobre o mesmo. Sempre. A hora perigosa é a hora cara a cara com a solidão. Você, ela diz. E só tem eu, e mais ninguém. O problema não é quando sou eu e você. O problema é quando sou só eu.
23.3.14
À ti
Ternura. Aos braços ternos que me envolvem, aos olhos mansos que me cuidam, ao calor que me aconchega.
16.3.14
Recessividade
Maria Eduarda tinha um jeito estranho. Alguns diziam que era doente mental mas, para mim, ela é doente de amor. É criança e não entende como a vida funciona. É quase adulta mas acredita nas pessoas. Tem amor, puro amor e nada mais que sincero amor pelas por quem conhece. Maria Eduarda mal enxerga que muitas vezes lhe fingem o amor, lhe respondem diversas vezes suas repetitivas perguntas com a mesma mentira. Mas Maria Eduarda não guarda rancor. Maria Eduarda olha no fundo dos olhos rancorosos do mundo e diz: eu te amo. Acho que Maria Eduarda não é doente. Doente é todo o resto que a cerca.
Recessividade
Maria Eduarda tinha um jeito estranho. Alguns diziam que era doente mental mas, para mim, ela é doente de amor. É criança e não entende como a vida funciona. É quase adulta mas acredita nas pessoas. Tem amor, puro amor e nada mais que sincero amor pelas por quem conhece. Maria Eduarda mal enxerga que muitas vezes lhe fingem o amor, lhe respondem diversas vezes suas repetitivas perguntas com a mesma mentira. Mas Maria Eduarda não guarda rancor. Maria Eduarda olha no fundo dos olhos rancorosos do mundo e diz: eu te amo. Acho que Maria Eduarda não é doente. Doente é todo o resto que a cerca.
9.2.14
Espécie
Ser: comer, beber, dormir, reproduzir.
Humano: saborear, embriagar, relaxar, sentir prazer.
Magóa, ciúme, medo, ganância, tesão, dúvida.
Não basta ser.
5.1.14
Pequeno gigante
Sou tão pequeno que não caibo em mim mesmo. Sobra um monte de espaço no espaço que abrange o pequeno conjunto de átomos que sou. "Pequenêz" é como sou, porém nem sempre sei disso. Nem eu, nem ninguém. Sofremos da síndrome crônica da grandeza, mas sei que seremos pó. E ainda insisto nessa mania de ser grande. Grande pra quê? Eu ainda sou muito pequeno, e você também.
Só
Vamos morrer para nascer de novo. É a promessa do século, o disco da vez. Ninguém para pra escutar o som do silêncio. A vida é frenesi. Fadados a colisão, não existe solução pra raça que renasce. Cegamos a iconoclastia, vamos maquiar a face do fim!
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