Não, nem precisa, basta olhar. Descreva, note os movimentos, sinta-os vibrando no ar e é perceptível. Totalmente e simplesmente congelada, roubadora de almas, esmagadora de pequenos grande corações. Andando ao meio de mortos expostos a lua sorridente, má. Era má.
Ninguém pra ver que nem tudo é como parece ser, ou deveria ser. E assim será, parecerá cruel, será sangue e veneno, não terá o mínimo de piedade, abrirá olhos alheios e encontrará lágrimas, e dessas será o motivo. Verá o céu negro, carregado, terá sensibilidade com as cores, com o fundo horizonte, e mais nada. Assim, então, sorrirá, sempre de jeito apavorante. Que assim seja.
Que nenhum saiba distinguir o que realmente é, pois ela simplesmente não merece nenhum segundo de ternura e afeto. Razão do fim, do ruim, do triste, do feio, da mágoa. Mal sabem do que vêem. Os braços do oceano a levam em dúvidas do paraíso para pecadoras bastardas como ela. Era isso que merecia, nenhum reconhecimento, afinal, só se via mal naqueles olhos, e nada mais.
29.11.11
6.11.11
I can hear it calling me back home
Não, não é isso, não apenas isso, nada daquilo, nenhum desses. Não é daquele, do outro, de nada, de ninguém. Agonizante, perturbante, silencioso, fechado. É chuva, vento, trovões, escuro e medo. É confuso mas não, não preto.
Voltas e voltas, conspirações. E o verão se aproxima, transcorre.
Não se pode ouvir os passos lentos sorrateiros que se aproximam? Não se pode saber se deve partir, deve deixar. Agora deveria ir, em casa me chamam porém irei fugir até o dia que não se possa confundir o confuso do inexplicável. Explique-me o que não sei dizer, o que não sei sentir, o que não devo pensar. Explique-me para mim mesma.
Voltas e voltas, conspirações. E o verão se aproxima, transcorre.
Não se pode ouvir os passos lentos sorrateiros que se aproximam? Não se pode saber se deve partir, deve deixar. Agora deveria ir, em casa me chamam porém irei fugir até o dia que não se possa confundir o confuso do inexplicável. Explique-me o que não sei dizer, o que não sei sentir, o que não devo pensar. Explique-me para mim mesma.
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