29.11.11

Closer

 Não, nem precisa, basta olhar. Descreva, note os movimentos, sinta-os vibrando no ar e é perceptível. Totalmente e simplesmente congelada, roubadora de almas, esmagadora de pequenos grande corações. Andando ao meio de mortos expostos a lua sorridente, má. Era má.
 Ninguém pra ver que nem tudo é como parece ser, ou deveria ser. E assim será, parecerá cruel, será sangue e veneno, não terá o mínimo de piedade, abrirá olhos alheios e encontrará lágrimas, e dessas será o motivo. Verá o céu negro, carregado, terá sensibilidade com as cores, com o fundo horizonte, e mais nada. Assim, então, sorrirá, sempre de jeito apavorante. Que assim seja.
 Que nenhum saiba distinguir o que realmente é, pois ela simplesmente não merece nenhum segundo de ternura e afeto. Razão do fim, do ruim, do triste, do feio, da mágoa. Mal sabem do que vêem. Os braços do oceano a levam em dúvidas do paraíso para pecadoras bastardas como ela. Era isso que merecia, nenhum reconhecimento, afinal, só se via mal naqueles olhos, e nada mais.

Nenhum comentário:

Postar um comentário