Espero que tu passe
Me passe a fome, me passe teu nome
Que junto passe o tempo
Para eu passar com você.
E o nosso amor tem energia
Mas me apaga todo dia.
Liga uma luz fina
Que me acende com você.
Preciso te falar tantas coisas,
Lembrar tantas promessas loucas,
Viver mais em meus olhos do que nos teus.
Querem te apagar de mim
Apagando eu mesma.
Entre todas minhas riquezas
Uma delas é você
Consumo-me em dor e silêncio
Parto pés, mãos, braços e enredo.
Afundo-me tão escuro
De minha luz querem me castigar.
Parte-me o tempo, me parte tua falta,
Parte alegria, se desfaz a estrada.
Parte meu coração, repleto de você
quando meu coração parar
E voce ser o único que sente?
Que equaliza e me revive,
Me sente, me vale.
Espera-me, encontra-me
Não de primeira, mas de praxe.
Arranca a tristeza do meu peito
E diz, enfim, para meu coração:
Bate.
24.2.13
20.2.13
hallelujah
Voltei a olhar pro céu.
Talvez todo esse medo da vida seja a falta de contemplação. Vivemos sob um belo infinito que nos cobre todo dia, e está ali para avisar que a vida vai além dessa escuridão que nos fardamos a viver. Escurecemos tanto nosso redor que, por vezes, esquecemos de apenas olhar pra cima e contemplar. Todos os dias são presenteados com um espetáculo silencioso que vai além do azul. Entrelaça rosa, azul, amarelo, violeta e luz. Desenha um esboço da vida.
Desvie a mente do seu pequeno mundo por um tempo, assista o infinito. Você supõe o céu.
16.2.13
remorsos
Como me irrita o fato de existir! A mim, a ti, a esse desenho sempre inacabado, no final sempre sem cores. Não sabes tanto quanto eu, e se estende ao meio de rostos, pés e mãos para esconder o que eu já sei. Sei que sou eu, sempre foi, sempre será, independente do resto do universo. E sempre foi você.
2.2.13
Whispering wind
Só um espaço vazio demais mas, ao mesmo tempo, cheio demais. São sempre extremos.
Sou sempre o inferno e o céu. Todos os extremos mais opostos do universo. Mal sei me conter em mim, mal sei me dividir com qualquer outro além de mim. E explode, meu mundo sempre pega fogo ao mesmo tempo que congela. Sempre choro ao mesmo tempo que rio. Por dentro e por fora, em trocas, nunca num completo.
Nunca mantenho meios estáveis, mal tenho começos. Não sei cuidar da minha cabeça nem espalhá-la pelo céu. Meu universo está confuso, de vez em quando perdido.
Sou como água, mas nunca de forma saudável. Ou sou uma tormenta devastadora que destrói tudo que vê com uma onda, ou sou penetrável, vulverável e frágil como água parada, sem defesa, sem movimento. Nunca um equilíbrio. Nunca morna, sempre quente ou fria demais.
Muito expresso mas pouco disso significa, despejo inúmeras palavras que, ao vento, perdem-se fácil. Do mesmo modo que me perco, vezes nem me encontro.
Encontrar-se é tão escuro, a gente nem gosta do que procura, nem acha a coisa certa, se perde em caminho já perdido. Pensa tanto em como mudar sentado em uma esquina qualquer, com uma garota vazia qualquer, um cigarro no canto da boca e mentiras sobre um gosto musical erudita. É tudo tão falso, é mentira, e todo mundo adora enganar, seja a garota vazia bastante ignorante, que oferece o corpo ao estranho ao seu lado, sujeito qual também se engana. Preenche sua vida medíocre com planos medíocres que sempre o levam a lugar nenhum com um alguém qualquer. É tão só mesmo sempre acompanhado. Nada posso falar, tão só me encontro que duvido de minha própria companhia. E que ocorram todos os tragos acompanhados de risos histéricos e parcerias alienadas, a histeria acaba e sempre sobra a mesma coisa, no mesmo canto e do mesmo jeito: eu em meio a solidão buscando meus pedaços.
16.1.13
day
Mas passa.
Foi o suficiente para se ouvir e entender. Se dia fosse o único não teria vida pra contar. Mas passa, nasce outro todo dia para o dia ser dia. A noite vem e lava, as coisas vem e passam. Haverá o fim, senão não haveria o começo.
Mas passa, e continua.
13.1.13
Reflect what you are
Gastaria todos os segundos da vida ocupando a mente de qualquer outro alguém que arrancasse o fato de viver dentro de mim. Seria o cachorro da praia, o sol escondido, talvez o filho perdido. Desaponto minha própria mente ao saber que ela me pertence. Sou meu espelho e, durante uma porção de vezes, dói ver o que reflito em mim mesma.
12.1.13
Painful
Aquele som oco repetiu-se hoje tentando quebrar a si próprio em pequenos pedaços. A gente cresce.
Aquele nó intenso que me contorce e me revira como se fosse sem vida repetiu-se, mas assustou-se ao ver que era controlado e não controlava. A gente cresce.
E desapareceu um pouco de tudo. De cor, de amor e de dor. De modo inédito desapareceu menos do que deve ficar. A gente cresce.
A gente cresce mas parece não crescer. Muda e reinventa. De todos os modos e maneiras que lhe dei para transformar possibilidades em páginas usara o pior de todos. A gente cresce, mas continua fazendo errado. para e nunca termina do mesmo modo que nunca germina e fica numa sessão de episódios e temporadas inacabáveis sobre a mesma história lenta e cheia de curvas.
Nessa curva houve acidente.
A gente cresce mas nem sempre esta realmente pronto para encarar a estrada com os caminhos a seguir na vida. Corre achando que andar é bobagem e acaba matando uma espécie de vida que há de ressuscitar.
A gente cresce e aprende que o jogo mudou e começa aprender a jogar.
A gente vai crescendo e vai errando, mas este jogo não aceita falhas lúcidas porem alienadas.
A gente cresce, mas crescer não quer dizer se libertar da ignorância. Este é outro capitulo que já li, mas falta você. A gente cresce errado.
Sem medida e sem fundo sobre algo que vai além do próprio eu. Sem direção, sem percepção alguma. Eis aqui uma doença que ataca milhares de centenas que ainda juram estar claros sobre a vida e seus atos. Quão escuro deve ser o lugar em que nos encontramos e quão claro pensamos que ele é? A gente sabe crescer mas não sabe se moldar.
Tornar-se o que somos é uma planta apoiando-se em, dentre diversas opções, algo como uma parede, um tronco ou tornando-se a própria arvore. É mais fácil apoiar-se em tudo do que crescer com a própria força. Força é dignidade. É árdua, complicada e não tão atrativa, é o que explica todos os erros e evidencia as falhas. A gente cresce. Aborrece. Entristece. Dentre de tudo que tem consegue crescer e morrer todo dia um pouco mais sozinho.
Aquele nó intenso que me contorce e me revira como se fosse sem vida repetiu-se, mas assustou-se ao ver que era controlado e não controlava. A gente cresce.
E desapareceu um pouco de tudo. De cor, de amor e de dor. De modo inédito desapareceu menos do que deve ficar. A gente cresce.
A gente cresce mas parece não crescer. Muda e reinventa. De todos os modos e maneiras que lhe dei para transformar possibilidades em páginas usara o pior de todos. A gente cresce, mas continua fazendo errado. para e nunca termina do mesmo modo que nunca germina e fica numa sessão de episódios e temporadas inacabáveis sobre a mesma história lenta e cheia de curvas.
Nessa curva houve acidente.
A gente cresce mas nem sempre esta realmente pronto para encarar a estrada com os caminhos a seguir na vida. Corre achando que andar é bobagem e acaba matando uma espécie de vida que há de ressuscitar.
A gente cresce e aprende que o jogo mudou e começa aprender a jogar.
A gente vai crescendo e vai errando, mas este jogo não aceita falhas lúcidas porem alienadas.
A gente cresce, mas crescer não quer dizer se libertar da ignorância. Este é outro capitulo que já li, mas falta você. A gente cresce errado.
Sem medida e sem fundo sobre algo que vai além do próprio eu. Sem direção, sem percepção alguma. Eis aqui uma doença que ataca milhares de centenas que ainda juram estar claros sobre a vida e seus atos. Quão escuro deve ser o lugar em que nos encontramos e quão claro pensamos que ele é? A gente sabe crescer mas não sabe se moldar.
Tornar-se o que somos é uma planta apoiando-se em, dentre diversas opções, algo como uma parede, um tronco ou tornando-se a própria arvore. É mais fácil apoiar-se em tudo do que crescer com a própria força. Força é dignidade. É árdua, complicada e não tão atrativa, é o que explica todos os erros e evidencia as falhas. A gente cresce. Aborrece. Entristece. Dentre de tudo que tem consegue crescer e morrer todo dia um pouco mais sozinho.
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