Ria, chore. Cante e grite tanto para ti como para o mundo. Expressão, sinceridade. Não há nada que não possa aprender e ensinar, nunca saberás demais. Serás eterno viajante entre linhas e sons. Viva, é isso que eles querem. Deus, energias, cosmos. Seja o que for, mas seja.
"Tudo que o que já foi, tudo o que é e tudo que será". És tudo, és nada. Seja o que teu tamanho não te permite ser.
14.2.12
11.2.12
all the same
Vai, leva tempo a reaparecer mas não o deixa virar nunca. Volta, as mesmas promessas velhas, esboçadas em um velho livro que conhecemos a tempo demais. Quem dera usufruir do tal prometido bom senso. Não, estamos designados ao exagero. Passava-se o medo de mão em mão. Não é meu, é de sua responsabilidade. Dizia acabar em falsos adeus, em esquecimentos de promessas. Sabíamos que ainda era cedo, afinal, se sabemos de algo é que nunca negamos um velho livro junto de uma boa música... E então, as promessas.
5.1.12
so?
Então, novamente aqui, desta vez com outras cores. 3, 4, 6. Não, apostarei em nada. Sinta a brisa, de onde vem? Vem de onde viemos? De onde mesmo? Não, não sei.
Mas então, tudo se resume em mim? Tudo? Só um pequeno pedacinho? Quase nada? Aquele quadro na parede vazia também é tudo? Que tal você, que puxa meus cabelos e meus pensamentos?
Mas o que é então, se já é grande e continua insignificante? Um universo inteiro? Eu? Você? Ninguém? Então, não sabemos?
O que faz aqui? O que quer comigo? O que somos? Existe mais de nós? Existe mais tudo isso? Quanto? Não, não sei. Nada sei, sei que sei. Mas continuo em nada.
Enfim, sabemos tudo? Tudo está contido em nossos livros, nossas teorias e nossas palavras? Não? Então porque ainda se importa com eles?
Mas então, tudo se resume em mim? Tudo? Só um pequeno pedacinho? Quase nada? Aquele quadro na parede vazia também é tudo? Que tal você, que puxa meus cabelos e meus pensamentos?
Mas o que é então, se já é grande e continua insignificante? Um universo inteiro? Eu? Você? Ninguém? Então, não sabemos?
O que faz aqui? O que quer comigo? O que somos? Existe mais de nós? Existe mais tudo isso? Quanto? Não, não sei. Nada sei, sei que sei. Mas continuo em nada.
Enfim, sabemos tudo? Tudo está contido em nossos livros, nossas teorias e nossas palavras? Não? Então porque ainda se importa com eles?
16.12.11
Inúmeras vezes que pensei sobre a morte, sobre o que aconteceria quando morresse. Mas, enfim, quem resta somos nós ou quem se foi? A facilidade está, na verdade, para quem foi. Quem fica com dúvidas e certo sofrimento, passageiro ou não, somos nós. Continuando presos em uma extrema ignorância por pensar que sabemos o que acontece após morrermos. Sorte de quem foi, talvez uma nova visão aérea de nosso cotidiano responda dúvidas, científicas, sociais e religiosas... e a ignorância.
Na verdade, a dificuldade continua para quem fica, afinal, para quem morre é só mais um fim. Um entre tantos, pois tudo acaba. Talvez seja triste, mas terminar é o início do recomeço. Morrer não é o fim, é só mais um fim.
E esperamos tanto por esse fim, mal notamos os outros. Tanta dúvida e curiosidade por algo que será descobrido quando acontecer. Não me apresso, gosto dessa espera.
Na verdade, a dificuldade continua para quem fica, afinal, para quem morre é só mais um fim. Um entre tantos, pois tudo acaba. Talvez seja triste, mas terminar é o início do recomeço. Morrer não é o fim, é só mais um fim.
E esperamos tanto por esse fim, mal notamos os outros. Tanta dúvida e curiosidade por algo que será descobrido quando acontecer. Não me apresso, gosto dessa espera.
29.11.11
Closer
Não, nem precisa, basta olhar. Descreva, note os movimentos, sinta-os vibrando no ar e é perceptível. Totalmente e simplesmente congelada, roubadora de almas, esmagadora de pequenos grande corações. Andando ao meio de mortos expostos a lua sorridente, má. Era má.
Ninguém pra ver que nem tudo é como parece ser, ou deveria ser. E assim será, parecerá cruel, será sangue e veneno, não terá o mínimo de piedade, abrirá olhos alheios e encontrará lágrimas, e dessas será o motivo. Verá o céu negro, carregado, terá sensibilidade com as cores, com o fundo horizonte, e mais nada. Assim, então, sorrirá, sempre de jeito apavorante. Que assim seja.
Que nenhum saiba distinguir o que realmente é, pois ela simplesmente não merece nenhum segundo de ternura e afeto. Razão do fim, do ruim, do triste, do feio, da mágoa. Mal sabem do que vêem. Os braços do oceano a levam em dúvidas do paraíso para pecadoras bastardas como ela. Era isso que merecia, nenhum reconhecimento, afinal, só se via mal naqueles olhos, e nada mais.
Ninguém pra ver que nem tudo é como parece ser, ou deveria ser. E assim será, parecerá cruel, será sangue e veneno, não terá o mínimo de piedade, abrirá olhos alheios e encontrará lágrimas, e dessas será o motivo. Verá o céu negro, carregado, terá sensibilidade com as cores, com o fundo horizonte, e mais nada. Assim, então, sorrirá, sempre de jeito apavorante. Que assim seja.
Que nenhum saiba distinguir o que realmente é, pois ela simplesmente não merece nenhum segundo de ternura e afeto. Razão do fim, do ruim, do triste, do feio, da mágoa. Mal sabem do que vêem. Os braços do oceano a levam em dúvidas do paraíso para pecadoras bastardas como ela. Era isso que merecia, nenhum reconhecimento, afinal, só se via mal naqueles olhos, e nada mais.
6.11.11
I can hear it calling me back home
Não, não é isso, não apenas isso, nada daquilo, nenhum desses. Não é daquele, do outro, de nada, de ninguém. Agonizante, perturbante, silencioso, fechado. É chuva, vento, trovões, escuro e medo. É confuso mas não, não preto.
Voltas e voltas, conspirações. E o verão se aproxima, transcorre.
Não se pode ouvir os passos lentos sorrateiros que se aproximam? Não se pode saber se deve partir, deve deixar. Agora deveria ir, em casa me chamam porém irei fugir até o dia que não se possa confundir o confuso do inexplicável. Explique-me o que não sei dizer, o que não sei sentir, o que não devo pensar. Explique-me para mim mesma.
Voltas e voltas, conspirações. E o verão se aproxima, transcorre.
Não se pode ouvir os passos lentos sorrateiros que se aproximam? Não se pode saber se deve partir, deve deixar. Agora deveria ir, em casa me chamam porém irei fugir até o dia que não se possa confundir o confuso do inexplicável. Explique-me o que não sei dizer, o que não sei sentir, o que não devo pensar. Explique-me para mim mesma.
26.10.11
ser se ainda se puder ser
Pouco tempo para muita coisa, muita gente para pouca paz. É muito para o que é nada. O que estou fazendo de mim?
Não quero nada, não quero ninguém, e de repente tudo: todos os lugares, todos os minutos, até você. Logo tudo vira e se transforma. Nada volta, tudo fica, fica o velho, vezes o novo, vezes o estranho e sempre o desconfortável. E anda, anda por todos os lugares. Persegue, corre, consome, grita, finge, some. Por fim, cansa, meia volta e tudo não está onde deveria estar. Solidão e a terrível sedução que proporciona, tem mudados os dias agudamente, continua sendo altamente bom porém, terrivelmente triste.
Passa o tempo tão rápido quanto não deve, não passa devido aos sangrentos segundos promissores. Para o bem ou para o mal, talvez tão confuso quanto eu.
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